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GLOBALIZAÇÃO

 

Com o advento do Mercosul a chamada globalização parece entrar em nosso dia-a-dia. No sul do Brasil há um grito generalizado dos leiteiros que reclamam do baixos preços que são oferecidos aos produtores. As indústrias de lacticínios, por sua vez, se queixam que, com o Mercosul, aumentaram as exportações de leite subsidiado da Europa, prejudicando sensivelmente a indústria e os produtores. Os brinquedos chineses e coreanos entram no Brasil a preços irrisórios, fechando tradicionais fábricas nacionais, tudo em nome da globalização da economia, com a liberalização das importações e conseqüente fim dos controles cambiais.

Hoje ninguém mais discute a hegemonia dos Estados Unidos em termos de país, pois 85% de todos os controles mundiais passam direta ou indiretamente pelos americanos; ninguém mais discute a hegemonia das armas com o fim da Guerra Fria e com a imposição dos americanos em usar tropas internacionais para intervir em conflitos generalizados; ninguém mais discute a hegemonia financeira com suas instituições como o Tesouro Americano, o Banco Mundial, o FMI. Por outro lado, organizações internacionais políticas perdem importância, como a ONU, que está completamente esvaziada. Em contra partida, um Fórum não-institucionalizado que é o G-7, formado pelos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Itália, Alemanha e Japão, decide tudo neste planeta, sendo que, dos sete, três detêm o maior poder: Estados Unidos, Japão e Reino Unido. Três quartos do fluxo de capitais, mercadorias e tecnologia fica com estes três blocos. O resto do mundo é apenas um apêndice.

Para explicar o fenômeno da globalização, cremos serem úteis as palavras do economista polonês Ignacy Sachs que viveu no Brasil, Índia e atualmente reside em Paris. Sachs falou para a Revista Isto É. E definiu de uma forma diferente este fenômeno. Diz ele que a globalização não é só palavra de moda, uma expressão que está sendo esticada para encobrir diferentes sentidos. Hoje um dos mais importantes aspectos do processo é que os principais atores não são países, e sim empresas. Neste processo, alguns países vão perder e outros, ganhas. Os processos de exclusão não afetam somente os países do Sul, mas representam a principal preocupação dos países industriais, e nisso muita gente fica de fora. Segundo estimativa de autores americanos, inclui um terço e deixo fora dois terços da população mundial. É o que chamamos de terceiro-mundialização do planeta.

O mundo de hoje envolve questões muito importantes, que são:

ECONOMIA, TECNOLOGIA e INDÚSTRIA.

Os países, com grande desenvolvimento, estão correndo atrás de mão-de-obra barata, e melhores preços de matérias primas. Então cada país fica encarregado da fabricação de um componente de um determinado produto, para chegar em outro país, onde todos esses componentes são juntados, formando o produto final de melhor qualidade, e mais barato.

A GLOBALIZAÇÃO traz vantagens e desvantagens; nos países desenvolvidos as demissões estão cada vez mais freqüentes, pois o componente, matéria prima, mão-de-obra é muito caro, o que era feito nesse país passou a ser feito em vários outros países.

Exemplos de países tão diferentes, Espanha e Finlândia enfrentam taxas de 20% de desemprego, enquanto os pequenos países do oriente, os Tigres Asiáticos, como Singapura, Taiwan e a cidade de Hong Kong, são modelos de agressividade econômica.

É nesses países, que têm a agressividade econômica, onde são montados os produtos com as peças recebidas de outros países, gerando empregos, maior desenvolvimento econômico e maior renda per capita, por tanto mais riqueza.

Outro exemplo é o Japão, que está instalando suas empresas em outros países, que tem matéria prima e mão-de-obra mais baratos, os chamados países emergentes, o Japão só vende sua tecnologia. Esta é a única saída para o Japão pois o país não possui recursos naturais em abundância.

A globalização forçou a formação de blocos econômicos para tornar os custos mais baratos e manter a economia dos países desenvolvidos, dentro de um padrão normal de crescimento.

 

Kennon Severo Rodrigues.

Grupo de Estudos MERCOSUL.

 

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